A partir de 1º de janeiro de 2026, entra em vigor uma nova legislação que isenta do Imposto de Renda trabalhadores que recebem até R$ 5 mil mensais. Essa mudança impacta diretamente cerca de 10 milhões de brasileiros. Além disso, a nova norma oferece descontos progressivos para rendimentos que variam entre R$ 5 mil e R$ 7.350, abrangendo mais 5 milhões de contribuintes, conforme as estimativas da Receita Federal.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que essa medida representará um aumento real na renda para 15 milhões de cidadãos. Durante um discurso à nação, ele destacou que a expectativa é que, em 2026, essa injeção de recursos, estimada em R$ 28 bilhões, impulsione a economia, beneficiando o comércio, a indústria, o setor de serviços e o empreendedorismo, gerando mais empregos e oportunidades.
“Esse alívio no Imposto de Renda significa mais dinheiro no bolso, maior poder de compra e aumento no consumo, que faz a roda da economia girar”, afirmou Lula.
Para garantir o equilíbrio fiscal diante da redução na arrecadação, a legislação também introduz um aumento na tributação sobre rendas superiores a R$ 600 mil anuais, afetando cerca de 140 mil contribuintes, ou 0,1% da população. Essa cobrança será gradual, com uma alíquota máxima de 10% sobre os rendimentos, sem impactar aqueles que já pagam essa porcentagem ou mais.
A promessa de isentar os que ganham até R$ 5 mil do Imposto de Renda foi uma das bandeiras de campanha de Lula. Desde 2023, houve reajustes na tabela do imposto, encerrando um período de seis anos de defasagem. Com isso, entre 2023 e 2026, a isenção total se estenderá a aproximadamente 20 milhões de brasileiros e a redução do imposto beneficiará mais 5 milhões.
O novo ano também traz um aumento no salário mínimo, que passará de R$ 1.518 em 2025 para R$ 1.621 em 2026, representando um crescimento de 6,7%.



