José Roberto Arruda (PSD) fez promessas de um novo começo durante o Réveillon em Roma, diante da Basílica de São Pedro, jurando que não repetiria os erros do passado. No entanto, ao retornar ao Brasil, ele se deparou com uma realidade dura: a Procuradoria-Geral da República (PGR) não reconheceu sua elegibilidade.
A manifestação do procurador-geral, Paulo Gonet, pareceu um balde de água fria. Ele apoiou parcialmente a ação da Rede Sustentabilidade que contestava a Lei Complementar 219/2025, a qual alterou a Lei da Ficha Limpa, potencialmente favorecendo políticos com condenações, como Arruda.
Desde sua criação em 2010, a Lei da Ficha Limpa já impediu mais de 5 mil candidatos, incluindo figuras como Anthony Garotinho e Eduardo Cunha. O ex-governador Arruda, que acumula condenações por improbidade administrativa, também foi barrado por essa legislação.
A manifestação da PGR indica que as mudanças na lei não se aplicam retroativamente, o que impede Arruda de concorrer nas eleições de 2026. A situação pode se agravar ainda mais, pois o parecer de Gonet atende a um pedido da ministra Cármen Lúcia, que é a relatora da ação no STF.
Desde que se filiou ao PSD no final de 2025, Arruda intensificou suas atividades políticas em busca de apoio, embora o TRE-DF tenha já proibido sua propaganda eleitoral antecipada. A decisão da PGR, que reforça sua inelegibilidade, pode ter sido um golpe em sua esperança de retornar ao governo do Distrito Federal.



