A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (DF) iniciou a soltura de 13 milhões de ‘mosquitos amigos’ ao longo das últimas 13 semanas, visando combater a dengue e outras arboviroses. Esses mosquitos, conhecidos como Wolbitos, são do tipo Aedes aegypti que foram inoculados com a bactéria Wolbachia, o que dificulta a propagação de vírus como dengue, zika, febre amarela e chikungunya.
Essa ação faz parte de um pacote de medidas preventivas adotadas em diversas áreas do Brasil. Em 2024, o DF enfrentou uma epidemia de dengue, com 283.841 casos registrados e mais de 400 mortes, representando um aumento de 815,40% em comparação a 2023. Embora a Secretaria tenha relatado uma diminuição no número de casos em 2025, as ações preventivas continuam a ser fundamentais.
No ano anterior, 362 servidores visitaram mais de 1,8 milhão de residências para informar a população sobre os cuidados necessários. O programa de soltura dos Wolbitos incluiu 14 semanas de produção e 13 semanas de liberação, abrangendo 68 rotas semanais, 14 mil pontos de soltura e 813 viagens para distribuir os insetos no DF. Esses mosquitos transmitem a bactéria Wolbachia para as futuras gerações, reduzindo a população do Aedes aegypti prejudicial.
Além disso, outras estratégias foram implementadas. Em 2025, quase 60 aplicações de Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI) foram realizadas, criando uma camada protetora nas paredes que dura até 90 dias. Foram instaladas mais de 3,2 mil Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs) e 3,8 mil ovitrampas em diversas regiões, utilizando inseticidas para evitar o desenvolvimento dos mosquitos. Drones também foram empregados para mapear focos do Aedes aegypti, inspecionando 22 regiões administrativas e identificando cerca de 3 mil possíveis criadouros em mais de 2,1 mil hectares. Essas iniciativas têm como objetivo controlar a doença e proteger a população do DF.



